Logística Colaborativa
Criando colaboração entre empresas concorrentes por meio de uma terceira parte de confiança.
O problema
As onze fábricas pertenciam a empresas diferentes e concorrentes entre si. Seus pedidos não podiam simplesmente ser compartilhados ou consolidados diretamente, pois as empresas competiam no mesmo mercado. Isso contribuía para entregas fragmentadas, rotas ineficientes e situações em que o custo de entrega se tornava difícil de sustentar comercialmente.
A realidade
A oportunidade não era simplesmente adicionar mais capacidade de transporte. A transportadora poderia atuar como uma terceira parte independente, comprometida com a confidencialidade das informações de cada cliente. Isso tornava possível combinar demandas compatíveis sem expor informações comercialmente sensíveis entre as fábricas concorrentes.
A abordagem
A transportadora recebia os pedidos de cada fábrica de forma independente e os consolidava por meio de uma operação compartilhada de armazenagem. Mantendo separadas as informações de cada cliente e, ao mesmo tempo, combinando cargas compatíveis, era possível formar cargas maiores e otimizar as rotas de entrega. Daniel começou com o planejamento de rotas e a execução operacional e depois passou a liderar a equipe operacional, coordenar com as equipes de logística das fábricas e gerenciar o dia a dia da operação.
O resultado
O modelo operacional foi refinado até que a transportadora pudesse operar o processo de forma independente, com processos, sistemas e responsabilidades mais claros. O modelo criou uma forma de empresas concorrentes se beneficiarem da consolidação sem precisarem compartilhar informações entre si.
O que aprendi
A principal lição foi que colaboração nem sempre exige que concorrentes colaborem diretamente. Às vezes, o modelo operacional certo — e uma terceira parte de confiança — consegue remover essa barreira.